CL Geraldo Estanislau de Morais
Na medida em que o tempo passa sentimos, a cada dia,
maior necessidade de nos socorrermos do diapasão para
afinarmos o equilíbrio de nossas opções em face da solidariedade.
A cada dia nos aparecem novos apelos com o grito de“não se esqueçam de mim”, mas, lamentavelmente, nem a todos
podemos atender.
O Lions, em geral, por certo estará sendo, ao passar dos
tempos e em todo o mundo, a fonte e o amparo de muita gente, eis
que para agravar a situação até as grandes potências entraram,
definitivamente, em crise.
Aqui entre nós nos preocupa em ver o país, em particular
e especialmente a nossa cidade do Rio de Janeiro, voltado a
cumprir metas para a Copa do Mundo e Olimpíadas, enquanto
hospitais, quando não estão fechados, atendem precariamente.
Vemos, por exemplo, um Maracanã em ruínas, quando
sabemos que, pouco além de 4 anos atrás, o mesmo estádio
passava por profundas reformas no sentido de sediar outro
importante evento esportivo. Para novamente reformá-lo estaremos
investindo bilhões de reais.
É assim que o tempo passa nos dando informações
diárias de permanente corrupção em todos os poderes e ameaças
de epidemias de dengue, ensejando a todos nós exemplo de
desprezo a planejamentos, presença marcante de impunidade e
falta de vergonha de sobra.
Tudo isso, num só contexto, nos remete a pensar que o
socorro dos mais carentes continuará à mercê dos nossos clubes
de serviços.
Em assim sendo, não podemos trilhar outros caminhos,
senão continuar privilegiando a sociedade carente nos seus
anseios de sobrevivência básica.
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